#2019# GRAÇA FONTIS: FOTO Manoel Ferreira Neto: PROSA
Além do
desejo trans-cendental, a trans-cendência do natural, da natureza esplendendo
essências do belo e da beleza. Canta o rouxinol nas grimpas do flamboyant das
memórias, lembranças, re-cord-ações. Passam últimas horas de um tempo, outro
alvorece e os seus segundos se multiplicarão de sentimentos, papéis avulsos.
Sinto sin-cronia, sin-tonia, harmonia de vida me trans-elevando, águia
sobrevoando o uni-verso. Sensibilidade, po-ética da dança uni-versal, ritmo,
melodia clássica, quatro estações da etern-idade, travessia de ano.
Flores...
Cores... Perfumes di-versos, ad-versos.
Desejando
estar na plen-itude desta con-templação. Vers-ifico a orquídea que exala seu
perfume por todo o uni-verso, poesia de perfume, florando na floração da
in-fin-itiva intimidade do esplendor. Sonhando devanear querenças e desejanças.
A vontade é uma força de efeitos mágicos; a crença na vontade, assim como na
causa dos efeitos, é a crença em forças de efeito mágico.
Prosa do
sabor das esperanças, utopias, sonhos do além, vidragens da alma. Durante o
dia, eles são cheios de um bulício que não quer dizer coisa alguma; à noite,
são vazios de bulício que não querem significar nada. De dia, sou nulo, à
noite, sou eu. Sobe-me da alma à mente uma angústia de todo ser, a amargura de
tudo ser sensação minha e uma coisa externa, que não está em meu poder alterar,
modificar, não me é dada a dádiva de re-criá-la, reconstruí-la.
Caminho da
verdade, eis a In-fin-itude. Versos prosaicos raros, prece, oração, profissão
de fé, confissão de remorsos, culpas. Ritmo, melodia. Soam, soam, soam, as
escalas de quem aprende piano, pela espinha dorsal física das re-cord-ações.
Versejo rosas brancas, re-flexo do branco na água, rio de cintilância, o branco
da rosa e os raios amarelos do sol. Imagem de espelho, faiscando meus olhos,
espectro in-finito do sublime eterno. Desejos cintilantes, sentimentos e
emoções, peregrinos do tempo.
#RIODEJANEIRO#,
31 DE DEZEMBRO DE 2018#



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