ANA JÚLIA MACHADO ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA COMENTA A PROSA #BUTEKIN DO ROBSON#
Ao texto do amigo e grande e mestre e escritor Manoel Ferreira Neto - "sou antissocial" - analiso o seguinte:
Encontrar-se com a extravagância de licenciar os factos para posteriormente sem saber se após existirá ou quando será esse posteriormente. Essa maluquice de retardar ad infinitum é ao mesmo tempo deliciosa, pelo domínio de retardar, e limitante, pois conseguiria com as coisas demoradas acrescentar o seu almanaque, Como retardo fitas, erudições e tantas coisas mais. É um procrastinador profissional. Opta por redigir escutando “Quimera”, visível assim. “Sonho” é um ancoradouro fixo que adorna bem a sua escrita. Retardar é o mesmo que separar, mas é como estima carregar a existência neste instante. Verbaliza muito no tema da socialização, ou melhor não socialização, mas é porque é um animal abantesma para si Que se converte superior e mais total ao grau que o tempo acelera. Cada vez se experimenta mais solitário com o seu computador e companheira de artes e amor. No seu ordenador, esses verbos, cada vez mais se convertem o exclusivo espaço delicioso de encontrar-se.
Pretendia não se apoquentar com isso, enlaçar de vez o retiro e o retiramento. Pois o homem o enoja com sua ignorância e asnice. No fundo considera-se rabugento, um bicho-do-mato, um bicho de uma gente desigual, que não ingressa em simultaneidade com o planeta de agora. É um ser estranho, não sabe se existe outros humanos com costumes análogos aos seus, mas sente que abrangeu uma intensidade de peculiaridade invulgar. A sucessão de factos que o conduziram a encontrar-se como está é assaz díspar. Para ausentar-se da existência da interação, redige sobre o seu cotidiano lá no íntimo. E menos ainda são os que conduzem esse costume para o seu dia-a-dia no mundo, enchendo a grande pluralidade do seu tempo. Salvo redigir possui muito parco em que o aprisiona para viver. A inerente espécie de escritor busca isso de si o que é contraditório. Mas não licenciará de redigir. Foi o que lhe surgiu como uma claridade celestial quando não avistava resolução para o enigma do que fazer da existência.
Apavora-o o reconhecimento tão diminuto e escasso com as realidades do planeta, o abisma só o aprazer com o ordenador e a escrita. Apavora-o o outorgar de físico e espírito à escrita e rejeitar o planeta e a coletividade, mas o seu anelo é esse, não existisse a expectativa do seu grande amor.
Diz que jamais deixará de escrever, pois é a sua vida juntamente com seu amor…,jamais redigirá para o bicho animal, repudia-o, pois é farsante, não douto e apenas egoísta.---sem pingo de sentimento.
Como eu partilho de tal sentimento…pois não escrevo para o bicho animal, mas para minha satisfação e somente meia dúzia de seres…cada vez o homem tem menos valores e educação.…e essa gente não me interessa minimamente…muito obrigada! O tempo da ingenuidade já foi há muito tempo.
Ana Júlia Machado
Aninha Júlia, esta obra fora escrita com outros propósitos: estava eu evidentemente saindo do Facebook, redigi missiva, como símbolo de despedida. Graça Fontis não consentiu: "O que vou fazer sem você? Para não perder estas poucas palavras, mas retrato e imagem de verdades íntimas, decidi literalizá-lo, re-arranjar os nomes próprios, de pessoas reais. Assim, uni-versalizo a obra, não se fundando mais a mim, mas verdade que quaisquer escritor poderia dizê-lo.
Fora o seu comentário o responsável pela literalização da missiva de "adeus", pois que no inter-dito dele, o que me perpassava o íntimo, está de excelência, refletindo uma verdade que está sendo omitida, quem saberá os verdadeiros motivos?, a hipocrisia humana. Quiçá por os garatujadores de letras temerem a consequência, serem riscados do métier. Alfim, espera-se dos garatujadores sempre a ternura, a sensibilidade, o con-sentimento das diferenças, e a "banda" jamais tocou esta musiqueta, a importância reside no dizer as próprias verdades, mesmo sujeitos ao exílio.
Beijos nossos!
#BUTEKIN DO ROBSON#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: PROSA
Acabou aquele tempo de eu acreditar que a inteiração com os homens fosse possível. Odeio a sociedade, não morro de amores pelos homens.
Mas quero sempre estar em contacto, vivendo com as minhas queridas e amadas Amigas, íntimas, Amália Serra de Mourão, Lelê Rocha(Letícia Rocha), amigas do coração e alma, Anita Balsamão, Célia Mozzer, amigas-leitoras e verdadeiras reconhecedoras de minhas garatujas, amigas de espírito.
Sou homem anti-social, vivo eu na minha solidão com minha esposa e companheira, Emily Dumont, vivo eu com as minhas contingências de dores e sofrimentos. Não sei viver com os homens, nem mesmo andando entre eles. E como diz a minha amada e inestimável Mimi: "Você não gosta dos Homens". Sim... Amo as mulheres. Os homens nada são para mim.
Estas mesmas amigas-intímas, amigas-leitoras poderão entrar em contacto comigo, comentar as garatujas, fazer as suas críticas, enviando-a missivas para o BUTEKIN DO ROBSON, o meu reduto.
AMIGAS, vocês fazem a diferença para mim. AMO vocês de paixão!
#RIODEJANEIRO#, 05 DE JANEIRO DE 2019#



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