#ANDARILHOS DE METÁFORAS E METAFÍSICAS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA
Con-vexos
espelhos, anexos ao imaginário de distâncias indizíveis, arribas e confins
ininteligíveis - da fonte, as a-nunciações do verbo ser dos in-finitivos
futurais.
Des-conexas
imagens, con-templadas em miríades côncavas de nadas, vazios, nonadas, travessias
de pontes partidas, com-plexos sentimentos dis-persos, sarapalhados de pers de
pectivas solitárias, mergulhados em amplexos des-contínuos, disseminados,
inverossímeis, engrenagens de sofrimentos, dores, herméticas angústias e
nostalgias, tristezas e melancolias, sonhos e saudades, per-plexos olhos
deambulando no in-finito do espaço celeste, das longitudes uni-versais,os anos
irão se passar, entre sinuosos espaços e ofuscantes luzes, in-vexas ilusões do
perfeito, con-vexas quimeras do perene, em concha mais-que-perfeita de
sorrelfas, re-versas pers-pectivas des-conexas, emolduradas na aparência
etérea, efêmera, fugaz, volátil, volúvel, des-contínuas de superfície lisa, em
cujos atrás con-vexos re-fletem os sinais que compõem os ângulos in-flexos do subterrâneo
do espírito, sarjeta des-lavada da alma.
Re-vexas
etern-itudes em aclives de versos di-versos, rimados, ritmados de ad-versos
sentimentos e emoções das estesias do verbo "Ser", solicitam a
participação re-fletida e con-templada nas anexas distâncias do inconsciente à
luz do espírito trans-parente, trans-elevado, trans-cendente, trans-uni-versal,
límpido, nítido, à luz e cintilância do presente-verbo-de-não-ser, subjuntivo
de além-trevas, con-jugando "Silva", em temas e temáticas. Ante os
olhos faiscantes, podem as exegeses de sonhos e verbos, se quiser retornar ao
mundo e lutar pelas imagens que sublimam desejos da gnose e do intelecto,
verbalizar ondas de silêncios.
De
silvestres sendeiros do estrangeiro, estranho, peregrinos do divino, andarilhos
do existir, tão carentes e sedentos dos cofres inconscientes em que guardam e
acolhem os mistérios, enigmas de devorar o que foi escrito pelos ventos.
Deem-me
caramelos que saboreiam a língua, paguem minhas nostalgias e quimeras, na
solidão de um andarilho...
#RIODEJANEIRO#,
09 DE JANEIRO DE 2019#



Comentários
Postar um comentário