#ERUPÇÕES DE SENTIDOS E SENTIMENTOS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA FILOSÓFICA



EPÍGRAFE:


"Há ruins na Literatura: as fórmulas preconcebidas no desenvolver das idéias, pensamentos, que fervem na erupção dos melhores sentidos e sentimentos"(Graça Fontis)


Emoções espelhadas numa congruência fácil e espontânea de carícias e ternuras colocam-me livre e escravo de vontades nunca dantes nem mesmo imaginadas, fazem-me consciente e alienado de utopias de que antes noções frívolas tinha. O medo excêntrico dos absurdos da carne, vividos na cabeça do tempo, no coração do vento, faz sobreviver um refúgio, faz viver uma fuga, e o mergulho na insatisfação. Surgida da insaciabilidade, a impetuosidade de uma lembrança de sangue a jorrar nas veias da razão, um confronto da esperança e a angústia do inominável. Mergulho-me fresco e volúvel nas ondas do ímpeto de uma metamorfose viva, a engolfar-me, retirando-me fundo das obscuridades dos sentimentos ambíguos. Sou impetuoso, de modo a rasgar-me as vísceras dos sentimentos de ternura e carinho pelo viver o mundo, intransigente, de modo a dilacerar as entranhas de idéias e pensamentos.


Há de ser uma estrada de amarguras a vida. E andá-la-ei sozinho, vendo sempre fugir o que aspiro, disse-me um dia uma estranha cartomante.


Etern-i(s)ciência da sabedoria eivada de eidéticas essências do não-ser dos prazeres e ex-tases dos esplendores, maravilhas, magias, estesias e ex-tases paradisíacos, o nada, o vazio, as nonadas são sementes e húmus para a viagem às linguísticas e semânticas das utopias do tempo de ser a vida projetada, trans-cendida, trans-elevada à mesmidade espiritual, antes de quaisquer "aléns" o vir-a-ser do aquém genesiando os éritos das memórias in-conscientes, impulsionando as iríasis das sorrelfas às sarapalhas do sem-fim-sem fim?, não princípio eivado de todas as liberdades e livres-arbítrios, o ser.
Efemer-itudes de ocasos. Teremos no olho aquela imagem do nada seduzindo o vazio exilado na noite de lua cheia, lobos uivando nalgum recanto da floresta. Teremos na alma aquele solstício da angústia enamorada da saudade, do apocalipse profetizando o inaudito do caos, mistério do nada, enigma do vazio, evangelho do In-finito, enquanto o genesis semeava a semente do cosmos.


Teremos no peito aquele verbo do sonho de sentir o absoluto configurado de nonadas, des-figurado de etern-idades, pre-figurado de esperanças e utopias no in-trans-itivo verbo "ser".


#RIODEJANEIRO#, 08 DE JANEIRO DE 2019#

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