#ESTEIRA DA FACE# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA POÉTICA



Só porque arraso quando arrojo raios, acham que não sei troar.


Na esteira da face, chega o tempo em que uma deliciosa quantidade de pitoresco afirma uma dis-fonia de re-toques ou uma fonia de dis-res de toques. Encontro o sentido do amor e da amizade. Nenhuma forma de vida detém a totalidade mais tempo do que lhe é necessária para se dizer.


Numa re-fração de ouro claro, surge o momento em que palpitam as asas de uma águia re-colhendo a sin-fonia de águas re-vestidas de silêncio.


A face dos ventos arrasta e dispersa as nuvens, e faz sair um brilho nos olhos, que experimenta a vereda, evoca com as asas ensopadas, com o rosto terrível coberto de uma barba pesada como a chuva, a água escorre de meus cabelos brancos, a névoa me cobre a fronte, desprendem umidade minhas asas e meu peito. Apresenta-se-me a olhos nus.


Como o sensível vai ao encontro da intimidade do outro, a intuição exterioriza-se no outro, o emotivo penetra no outro.


#RIODEJANEIRO#, 11 DE JANEIRO DE 2019#



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