INFERNO DOS DESESPERADOS# GRAÇA FONTIS: GRAVURA Manoel Ferreira Neto: PROSA
O segredo
dos rostos se desvanece e eis-nos de novo lançados na cadeia dos desejos. E se
a pedra não nos pode oferecer mais do que um coração humano, aquilo que elas nos
dá não é muito menos.
Ausência
tragada de presenças. Absorvido, sugado pelo grânulo de açúcar. Plenitude que
se esvanece com a presença do efêmero. A existência. A metamorfose. Inferno dos
desesperados. O olhar para distante.
O vento
sopra forte por entre as árvores. A porta da frente estala e uma banda se abre
lentamente, rangendo um pouco nas dobradiças. Uma rajada de vento entra na
biblioteca, indo agitar a pilha de jornais empoeirados no canto, enfurnando as
gravuras na parede como se fossem cortinas. È o vento tragado pelos enigmas!
#RIODEJANEIRO#,
14 DE JANEIRO DE 2019#



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