#LIAMES DO DESERTO# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto:
De re-verter entre-linhas em linhas,
De transitar entre êxtases e volúpias,
De avessar cositas às contramãos dos êxtases,
De ad-versar "com as mãos nas coisas"
E "coisas às mãos", "coisas das
mãos",
De in-versar estéticas e de-vassar morais
Entre sudários de limites e fronteiras,
Por intermédio de trafulhas e versatilidades,
Imagens de trilhas percorridas,
Figuradas de tentativas e esforço,
Re-presentadas de cor-agem e determinação,
Con-figuradas de perseveranças e ansiedades,
Formatadas de labutas, representadas
Por desejos e vontades do eterno e imortal,
Por consolar as tragédias, moléstias psíquicas,
Das virtudes con-tingentes e trans-cendentes,
Dos valores uni-versais e espirituais, das virtudes
morais e éticas, por transformar abismos indevassáveis em a-nunciação de louvor
e rogo, a verdade e absoluto, o perpétuo e o divino galhofar de suas
Másculas cor-agens de se mostrarem como
"salvadores da humanidade".
Do pretérito vencido, o silêncio incólume, no
coração enigmático, nos inauditos mistérios da alma, entrelaçados nos liames do
deserto do ser e não-ser, em busca do In-finito de palavras que transformem
linhas em entrelinhas, sonetos, églogas em cáritas e fé, as carências de amor e
paz em kayros e Koinonia.
Em teias de esperanças e desejos re-novados,
re-nascidos, re-feitos, re-dimensionados; nos interstícios da alma, a fé,
decifrando o soluço de existir, o arroto escrachado da liberdade, o murmúrio de
ser nos prazeres, raios de luz, nas volúpias, de não-ser nas melancolias e
náuseas, mentiras, na luxúria, na miséria, na indigencia.
#RIODEJANEIRO#, 08 DE JANEIRO DE 2019#



Comentários
Postar um comentário