**MÍSERAS PERFÍDIAS** GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA POÉTICA
Gesto
ardido, em cujas veias o entusiasmo ilusório prostra morto na areia. Para além
da morte, ao inferno dirige-se o corpo que tenha vida. Glup... Glup... Golpes
descarregam na paragem as injúrias agonizantes. O peito descoberto torce o
exílio sanguíneo. O corpo pelo insólito arrasta as míseras perfídias. Tristes
penachos nos rochedos da praia, afastados. Um só apelo venera e desonra na
ausêcia da desgraça. Precipitam da garganta as línguas suplicantes. Distância
inacabada de assistir a atitudes simples à certeza erguida. No regato, o brilho
do sol. Improvisada nas contundências excessivas da indiferença casuística,
desliza-se, no olhar mesmo, a aberta palavra.
Preso pelo
fundo da pirâmede é o salto do silêncio.
#RIODEJANEIRO#,
05 DE JANEIRO DE 2019#



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