#NADA LIVRE E SOLTO# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA POÉTICA




Os efêmeros mergulham-se profundos no abismo das in-cont-ing-ências, esvaecem-se, o nada livre e solto dançando Tango e Fado no In-finito com as musas do eterno, da eternidade, não entro nessa dança, não incenso os ídolos de ouro e pés de barro; no palco do in-finito, in-audito, lembranças sangram-me o peito, mas me alimenta a vida; a grande peça do perpétuo sendo encenada pelos querubins, deuses e imperadores degustando, desfrutando banquete de ovelha, regado a vinho, enquanto assistem às esplendorosidades dos talentos e dons das sereias. A alma crepuscular de minha raça como uma vocação para a desgraça e um tropismo ancestral para o Infortúnio, tropicalismo uni-versal para os desejos da fortuna. Como quem ora quer, ora despreza, minh´alma idéias novas tem disposta, mostrando aos seus desígnios estranheza, assim faço na tenebrosa encosta, porque, pensando, cogitando, abandono o intento, formado à pressa, que ora me desgosta.


É de mim que decorrem, simultâneas, a saúde das forças do espírito subterrâneo e a morbidez dos entes ilusórios!


#RIODEJANEIRO#, 11 DE JANEIRO DE 2019#


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