#NÚNCARES# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA




Núncares desfolham as grimpas de palmeiras, onde a copa frondosa a-colhe na sua sombra estafas e perdições? Desérticos sentimentos desnudam-se, perscrutá-los, bebericar-lhes os verbos de desejo de conhecimentos. Encantos consistem em contradizer as ausências da alma.


Como é difícil, complexo viver, quando se tem uma idéia de muitas décadas contra mim e ao redor de mim. Encerram as músicas que inspiraram os namorados, alentaram os solitários. Vento suave passa de imediato. Existe um passadiço. Existe imensa trajetória estelar circular invisível, em que poderão ser incluídas, como pequenas trilhas curtas, nossas estradas e destinos. Sôfregas, as inspirações de ventos que levitam são acompanhadas de quimeras. Ai... Ai... Ai...


Núncares desnudam as vestes do presente, conjugado com as fantasias que acompanham os fracassos, frustrações, defectivam as raízes do infinitivo. Risos. Ampulhetas bloqueiam a passagem da areia, cataratas impedem de as águas acabarem de cair no lago. Suspensas as idéias, pensamentos, tudo são vazios monólogos onde o escárnio e a humilhação se alastram, onde a flor que flore é logo estraçalhada.


#RIODEJANEIRO#, 12 DE JANEIRO DE 2019#

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