#O ESTORVO E OS SAIS DA HUMANIDADE# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA FILOSÓFICA-SIMBOLISTA
Estorvam-se
melancolias, tristezas, náuseas, que outro terreno baldio habitar?
Estorvam-se nostalgias,
vazios, nonadas, havia de silenciar as condições, con-senti-las só se núncares
preenchessem as lacunas do nunca, nunca é muito tempo.
Estorvam-se
nadas, mágoas, ressentimentos, o nada que identifica a liberdade é complexo de
ser alcançado, atinge, exige com prepotência a presença da responsabilidade;
Estorvam-se
ausências, inauditos, faltas do ser, nada mais poderiam fazer senão
alimentarem-se de si mesmas, o mundo é muito estranho;
Estorvam-se
a vida e a existência, senão entre si poderiam sobreviver aos tempos e aos
chuvilhos de sabedoria aqui e acolá, ninguém houve que soubesse as suas
diferenças de identidades...
Caminhos...
sendas... trilhas... alamedas, caminhos-da-roça... Fugitivo, distante, o ser se
faz continuamente, de um instante que me fez nascer segunda vez, não mais te
hei de rever senão na eternidade? Longe daqui! tarde demais! nunca talvez.
Estorvam-se
razões, intelectos... senis, recolheram-se num asilo onde ninguém tenha ouvido
falar deles, alfim estafaram de chamar aos homens para a compreensão e
entendimento do mundo e vida, ninguém valorizou-lhes.
Sinto gozo
imenso e ardente quando baixo à goela do homem que já está estressado de
pensar, e seu peito abrasante é rede no vai-e-vem do alvorecer mais propício ao
clímax que às adegas, cantinas do vale.
Penosos
suplícios... Sobrepujam-se incaustos e des-traídos. Regozijo-me deles,
codimentando todos os sais da humanidade.
#RIODEJANEIRO#,
08 DE JANEIRO DE 2019#



Comentários
Postar um comentário