**OCASO** GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA POÉTICA
Dúplice
garganta em línguas mortas... Goza corvos distantes. Longínquos.
Hiatos
in-vertem acidentais limiares de gênios, separando a perfeição formal. Críticos
in-vertem biográficas inteligências em paixões humanas.
Taças
esvaziam-se. Labaredas retremulam. Torres transportam dardos. Fortalezas
declinam corpos. Vulcões envolvem sombras.
A solidão
ferve. Árvores que ecoam no deserto. Exílio cheio de brilhos. Acobreados do sol
quente. Sombras contorcidas.
Álamos.
Açoitam assombros crespos. Conduzem remos aos ventres ensaiados. Tem origem o
manto ufano. Paixão ínclita. Insanos despojos ampliam serpentes feridas. Morte.
Emprega armadura arrebatada de silves. Reino latino confessa juramento herdado.
#RIODEJANEIRO#,
07 DE JANEIRO DE 2019#



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