#ÓCIO DE INSTANTES SOLENES# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA POÉTICA



As raízes
não
devem secar!
Nada de aclives
ou de horizontais!
Amo as mazelas lineares!
Abato néctares
de flores
ad-versas!
Detesto alvoreceres
orquidisíacos!
Dupla
congruência
do esparso!
Efemeriza-se a sombra tênue dos sentimentos efusivos da imensidão de viver, deixando-me perplexo e contente com as forças resolutas da compl-etude. Evola-se o em-si-mesmamento frágil do sentimento de inferioridade. Frente às conquistas do mundo. Sujeito perspicaz e atento às intenções prioritárias. Esvaece-se o clima denso de angústias instituídas no seio de um medo contundente de a vida haver sido perdida nos instantes solenes da ociosidade.


Ávidas carícias desta postura de ir pensando e organizando as ações em conformidade e harmonia com a esperança. O corpo, ambíguo em suas sensações de desejo, postula-me a percepção do olhar as situações antes da intuição de decidir as ações. Percorrer à vontade a realeza das formas. Escalar vertentes de sóis no estio gera oculta chama. Tempestuosos sentimentos de doação d´alma e intercâmbio de carícias habitam-me fundo o seio, e sou quase uma alegria sublime.


As estradas de poeira correndo todas para a ponte do rio sem margens!... E o campo simples, uno, intangivelmente partindo para o louvor do unidimensional! Demônio! Pior que demônio! Vós, asnos! danados! demônios! piores que demônios!


#RIODEJANEIRO#, 10 DE JANEIRO DE 2019#

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