#PARTÍCIPE DO SER# GRAÇA FONTIS: PINTURA E POEMA PROSAICO
E o mar
Que
trigueiro e sensual
Resvala
intermitente seu marolar
Em uníssono,
ecos
Cantos de
outras solidões
Derramam e
transcendem orlas delimitadas
Revestidos
do nácar de sonhos
Sinuosos
A provocarem
extremadas ondas
De desejos e
paixões
Por vãos
ainda que sombrios
Ele,
indiferente,
Se sol ou
nuvens
Na mornitude
da tarde em declínio
No
aliciamento flúmen e nostálgico
Algo lícito
à larga a noite
Do
inesperado o esperado
Solstícios
por entre corpo em trânsito
Aventuras e
desventuras
Ao esmagar
os bagos da soberba.
Em migração
O brilho não
é estático
No instante
No ontem
No hoje
Volaticidade
sem nome próprio
Apenas
destreza da natura em exalação
Sem hastes
para poda
Constrói,
reconstrói
Contínuo
refazer-se
Na largueza
dos tempos
Campos e
espaços
Movimentos
víris ou
Simples e
meticulosos gestos
A
alimentarem audácias no morrer...
Renascer...
De todas as
vertentes dos amanhãs
Como
partícipe do que foi,
É e será
No
incognoscível do tempo
A serem
descortinadas
Na densidade
turva
Das coisas
abstraídas e ocultas
Como
partículas de ressentimentos
Presas no
futuro
No profundo
sorvedouro
Trevas de
mentiras a serem despidas.
Na queda
ávida e vertiginosa
Pigmentadas
na vastidão
Pelas cores
devaneicas
Ressuscitação
ritualista
Na mansidão
dos átimos em tensão
Raios
eletrizantes
Na densidão
das transparências
À
restituição codificada dos
Sentidos
perfumados e dançantes
Montados na
vencibilida fluída
Das alturas
atemporais
Organicamente
receptiva à vida
Além morte.
#RIODEJANEIRO#,
09 DE JANEIRO DE 2019#



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