#RETALHOS A SABRE# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POÉTICA PROSAICA



Quero marcar ponto na ec-sistência,
Quero rasgar linhas na contingência,
Quero pontuar a alma dos pastos
De meu regresso passado,
Quero patentear o espírito dos currais
De minhas ruminâncias idílicas,
Quero matar a cobra
E mostrar-lhe a língua eivada de veneno.
Quero marcar boi-tempo,
Quero as-{s}-inalar e sublimar o tempo-boi,
Acontecendo no acontecer que me criva de balas
E me retalha a sabres.


O boi-tempo me dá uma lição de coisas:
Tenho alguma poesia e o sentimento do mundo,
Tenho versos e a visão da vida,
Tenho palavras e ausência de vocábulos,
Tenho metáforas e metafisicas dos desejos,
Tenho filosofias e psicanálises
Do nada e manque-d´êtres;
O tempo-boi me deixa vazio:
Tenho de criar palavras para na forma,
Estilo e linguagem colocar versos na prosa,
Comungar sentimentos e idéias
À busca das verdades que me habitam a alma,
Reunir sonhos e in-verdades
À busca de in-finitas inspirações
Que residem em minha sensibilidade,
A jornada é longa e sem fim,
A caminhada é sem princípios, meios e términos.


A vida passa e o vento ainda me leva para bem longe,
Para o in-finito...
In-finito do nada,
Nada de ser tudo,
Tudo en-si-{mesmado},
Re-verse a mesm-idade desta imagem,
In-verse a nonsens-idade
Destas pers-pectivas do tudo escuro,
Às voltas pelo balanço incansável de corrigir,
Re-levar as batidas que cada palavra sussurra,
Que cada sentido e viagem nas asas do transcendente
Murmuram-se e mostram-se nítidos e límpidos.


Viagem longa,
Curta filmagem de ver um instante,
Um começo fantasiado.


#RIODEJANEIRO#, 11 DE JANEIRO DE 2019#


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