#SOLIDÃO DA MEMÓRIA# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA
Tenho veneno
nos versos... Tenho serpes na alma... Ali a existência... acolá o fenescer
resplende-lhe as sombras.
Pequenas
palavras surgidas de súbito - ilusões de poesia e poiésis no leito de palavras
e sentidos, no regaço de dialéticas da iluminação, musicalidade e ritmo da
sensibilidade, lírica e sonoridade de percepções do espírito, intuições do ser
e essência, à mercê da inspiração e intenções di-versas, em princípio,
sugerindo que foram pensadas e sentidas para outras virem à soleira, na sua
algibeira promessas de futuro, in-finito, no seu alforje as querências e
desejos da plen-itude às avessas da in-finitude, ao re-verso da imortalidade,
ao in-verso do ab-soluto, ao verso de horizontes finitos, ao viés dos volos e
ex-tases do uni-verso, às estrofes de sentimentos de amor e paz, de felicidade
e alegrias mil e tantas, dizerem suas verdades - modificam a linguagem, estilo,
nasceram poiéticas, prolongam-se poéticas em busca do verdadeiro verso do
espírito e do ser, re-velando perspicácia, trans-parência de sensibilidade na
sublimidade do tempo, nitidez da alma na perenidade do efêmero, acompanhadas de
vivacidade, aqueles olhares transcendentes em busca das sagacidades dos linces
do mistério, seguidos de inteligência e flexibil-idade das a-nunciações para um
mergulho profundo, para uma visão ampla de pormenores dos enigmas que lhes
envolvem, dos segredos que lhes habitam os interstícios da alma plena de
desejos e questionamentos.
É preciso
descer à solidão da memória e começar a garimpar cristais perdidos, é preciso
subir ao silêncio do ser-espírito e inicializar a con-templação do porvir, do
verbo por se tornar carne, ter aquela vontade indescritível e indizível de ser
ele o tesouro mais importante que todas as coisas no mundo. um dia algo foi
bom, verdadeiro, a luz do sol re-fletiu na pedra angular do ser e do espírito a
querência suprema do homem, o AMOR, e o reflexo deixou-lhe perplexo...
#RIODEJANEIRO#,
12 DE JANEIRO DE 2019#



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